É hora da flexo |
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A flexografia cresce a passos largos no mercado e se apresenta com
forte apelo de sustentabilidade ambiental e econômica |
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Encontro de empresários da flexografia em Goiânia discute o crescimento da flexografia e seu apelo de sustentabilidade econômica e ambiental.
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A flexografia cresce rapidamente
no Brasil desde que deu a largada
nos anos 70 ao desenvolvimento
e à evolução da qualidade
de sua impressão, tanto no que se
refere à tecnologia dos equipamentos,
insumos e acessórios como ao
processo em si e à mão-de-obra.
Até pouco mais de três décadas, a
impressão flexográfica era conhecida
como “carimbadora” de sacaria,
um processo sem qualidade alguma
nem credibilidade. Mas em todas
as regiões do país, o processo
se desenvolveu, adquiriu qualidade de alto padrão e continua em franco
crescimento.
A impressão flexográfica avançou
nos mercados dominados
por outros sistemas de impressão
e conquistou um espaço diferenciado
e inovador e, novamente,
apresentou outra surpresa ao
mercado: a flexografia é hoje a
melhor alternativa de impressão
para embalagens que atende
ao apelo de sustentabilidade do
ponto de vista ecológico e econômico.
Seu processo é menos
agressivo ao meio ambiente, consome
menor quantidade de matéria-
prima vinda do plástico (que
vem do petróleo) já que consegue
imprimir em filme muito fino,
em papel e papelão ondulado
que são 100% recicláveis, contribuindo
com menor geração de
lixo urbano, além de uma produção
totalmente limpa, entre outros
benefícios. Do ponto de vista
econômico, o apelo sustentável
está na sua competitividade com
setups mais rápidos, impressão
de pequenas e grandes tiragens
e menores custos.
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Esse foi o tema principal do
primeiro encontro de empresários
convertedores de flexografia realizado
em Goiânia pela ABFLEXO/
FTA-BRASIL, em 6 de maio, na sede
do Senai Vila Canaã, que reuniu um
grupo de 30 empresários convertedores
de Goiânia e fornecedores de
São Paulo. “O Encontro Regional de
Líderes da Flexografia é o primeiro
de um modelo informal que tem
como objetivo trocar idéias e experiências,
falar do futuro e de tendências,
das oportunidades e riscos
do nosso negócio com o mundo
chamado flexo.
A experiência de
cada um pode ser rica para todos
nós, não importando o tamanho
da empresa”, disse o Presidente da
ABFLEXO, Nelson Teruel, ao iniciar
sua apresentação sobre sustentabilidade
e cenário econômico. |
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| Sustentabilidade |
Senai Vila Canaã, Goiânia, que sediou o encontro regional de empresários da flexografia. |
O tema sustentabilidade começou
a ser tratado pelos cientistas
na década de 80. Em 1992 foi
feito um primeiro alerta quando
ocorreu a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento, realizada no Rio
de Janeiro. O empresariado representado
pela grande potência americana
se recusou a entender ou falar
sobre o assunto porque os lucros
envolvidos eram muito grandes, era como se o assunto não os tocasse,
e deixou o barco correr por quase
duas décadas.
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Assim, de 1992 a
2000, a preocupação com o meio
ambiente não saiu da esfera acadêmica
e científica, continuou sendo
discutida pelos cientistas e estudantes
que falavam e discutiam a
questão ambiental em defesa do
planeta, mas sem eco junto ao empresariado,
que parecia estar imune
e alheio ao problema com a proteção
do globo.
“A partir de 2000 o tema veio
tomando forma e atenção até que
o mundo viu a gravidade do problema,
primeiro na oposição americana
na voz de Al Gore e depois na
posição pelo presidente americano
Jorge Bush, e resolve-se então assumir
que o globo tem um problema
muito grave.
Isso ocorre quando se
agrava a situação do petróleo com a
sua eminente escassez. Esses fatos trouxeram à tona a necessidade de
repensarmos o nosso negócio com
a nossa relação com a natureza”,
disse Nelson Teruel na apresentação
aos empresários. |
O Presidente da ABFLEXO/FTA-BRASIL Nelson Teruel fala aos empresários no encontro regional
de flexografia em Goiânia. |
“Então, temos
hoje um problema nas mãos
e um enfoque que podemos tratar
de forma leviana ou competente. |
Não estamos propondo aqui que
se façam investimentos pesados
em ações de sustentabilidade, mas
propomos que, daqui para frente,
em qualquer investimento ou ação
planejada, sejam considerados os
impactos e o que se pode direcionar
em benefício do meio ambiente.
Quando forem investir, faça da
forma correta, de forma amigável
para o planeta, para os seus filhos
e netos”, propôs Nelson.
A missão da ABFLEXO neste
momento, segundo o Presidente,é promover a discussão e o conhecimento
entre os empresários, como
neste encontro, analisar perspectivas
de futuro, tendências de mercado,
oportunidades e riscos e cenário
econômico. É direcionar o setor flexográfico
para um futuro sólido sem
risco do comprometimento da sua imagem e do seu negócio. “Será
que vamos conseguir? Podemos
correr este risco?” – perguntou
Nelson aos participantes.
A Conferência das Nações
Unidas sobre Meio Ambiente
e Desenvolvimento, realizada
no Rio de Janeiro em
1992, aprovou documentos
importantes, dentre os quais
a Agenda 21, um plano de ação
mundial para orientar a transformação
desenvolvimentista no planeta.
“Dentro da Agenda 21, destacamos
o fortalecimento do papel das organizações
não-governamentais com
parceiros para um desenvolvimento
sustentável, transferência de tecnologia
ambientalmente saudável,
bem como a promoção do ensino,
da conscientização e do treinamento”,
ressalta Nelson, que na
seqüência falou do tempo de decomposição
na natureza de alguns
materiais de embalagem, como o
papel que se decompõe entre três
a seis meses na natureza, o plástico
que leva mais de 100 anos para
se decompor, o vidro, um milhão
de anos, entre outros.
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Reduzir, Reciclar e Reutilizar
Dentro da sustentabilidade,
Nelson apresentou as três armas
da flexografia, que são: substratos
mais finos gerando menos
resíduo no pós-consumo e mais
economia, solventes e tintas menos
agressivas ao meio ambiente,
além de uma pré-impressão menos
contaminante.
“Quando se faz
uma embalagem para alimento
que tenha 40g em vez de 100g,
por exemplo, você está poluindo
menos 60%. Quando se consegue
acondicionar um produto em
um laminado mais fino, ou com
componentes recicláveis, você está contaminando menos.
A flexo
consegue trabalhar com materiais
mais finos, registros perfeitos
e baixa perda de setup. O que
não acontece com a rotogravura,
em que um papel de 20g ou filme
muito fino encontra dificuldade
grande de setup e perda de
substrato. Na flexo se consegue
trabalhar com substratos multi-camadas para evitar laminações e
materiais diferentes”.
Dentre os materiais de embalagem
com capacidade de serem
reciclados pós-consumo, foram
destacados os principais, como:
o papelão ondulado e o kraft são
excelentes para reciclagem e não
apresentam nenhuma barreira; o
papel revestido, o siliconado e o
adesivado já apresentam dificuldade
para a reciclagem e elevado
custo na separação; os filmes
de PP e BOPP são compatíveis
e de excelente reciclabilidade; o
filme de PET sozinho tambémé de excelente reciclabilidade, entre
outros.
Segundo informação da
Bracelpa, o Brasil consta em 10º lugar na reciclagem de papel com
45,4% de reciclagem do total de
sua produção.Segundo o Presidente, os substratos
reciclados também não oferecem
dificuldade alguma na
impressão flexográfica: “um papel
reciclado que não tem uma
formação de massa tão boa, ou
um filme que, eventualmente,
com mistura de reciclado tenha granulação ou diferença de perfil,
a flexo consegue assimilar essas
diferenças e o sistema entre a fita
adesiva dupla-face e o clichê e
outros elementos da impressão
compensam essas diferenças, o
que na roto ou offset não se consegue
fazer”, ressalta.
Em tintas e solventes mais limpos,
destacamos as tintas à base
de água que são menos agressivas
ao meio ambiente. Mas os
solventes também já não contêm
mais metais pesados.
“Na pré-impressão,
temos atualmente a revelação
de chapas de fotopolímeros
sem o uso de produtos químicos
ou com utilização de água.
Sem
dúvida alguma, a pré-impressão
de uma unidade de flexo é menos
agressiva aos operadores do que
uma unidade de rotogravura.
Hoje
a flexografia trabalha com revelação
de fotopolímeros em processo
térmico, ou com gravação direta
a laser, ou ainda à base de água;
processos que já não utilizam mais
a química da galvanoplastia ou outros
componentes químicos”, explica
Nelson. |
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Novo cenário econômico no Brasil
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O momento econômico mundial
vivido atualmente é único e
surpreendente. “Se nós tivéssemos
uma máquina do tempo e
pudéssemos voltar seis anos atrás,
levando jornais da atualidade em
baixo do braço, ninguém iria acreditar”,
disse o Presidente, destacando
estes fatos: “China a caminho
de ser a maior potência industrial
do globo. Estados Unidos em recessão.
Europa atravessa seus piores momentos econômicos
em décadas. Brasil com a dívida
externa paga é a quinta economia
do globo. Salário mínimo de 270
dólares no Brasil. Os países ricos
admitem a falta de petróleo e copiam
o Pró-álcool.
A flexografia se
destaca com o maior crescimento
entre as artes gráficas. A sustentabilidade
cria corrida pela reciclagem.
Empresas gastam milhões
para ter imagem ecológica”.
“O mais impressionante é que
num espaço de seis anos o mundo
mudou tanto que estas realidades
descritas jamais seriam acreditadas
se apresentadas há seis anos.
Em 2002, estávamos saindo do
Governo Fernando Henrique com
reservas líquidas de 17 bilhões de
dólares em caixa no país, com um
risco-país de 2.000 pontos, algo
tão frágil que se um vento forte
batesse o país quebraria. Em 2008
estamos com mais de 200 bilhões
de dólares em caixa e com um
risco-país próximo de 100 pontos.
Uma exportação anual que passou 68 bilhões de dólares para 180
bilhões de dólares traz esperança
de bons ventos. Como diz Joelmir
Beting – o mundo precisa de nossa
água –, somos o maior exportador
de grãos e de carne do mundo e
este tem escassez de alimentos.
Uma situação confortável pelos
próximos 10 anos. Nesse panorama
macroeconômico favorável e
deixando a política de lado, o que
nos importa é o cenário que nos
apresenta a economia doméstica
e regional para o mercado de flexografia.
Esse ambiente pode ter
interferências políticas, sócio-culturais,
ambientais e, principalmente,
econômicas”, explica Nelson, antes
de apresentar alguns dados econômicos
do setor de embalagens.
O PIB cresceu 5,4% em 2007.
Segundo o Anuário brasileiro de
fornecedores de embalagens 2008
Embanews, o consumo das famílias
registrou um aumento de 6,5%
em 2007, contra 4,6% em 2006,
e representa 60% do PIB. Entre as
razões apontadas estão o aumento
da massa salarial de 3,6% e o crescimento
de 28,8% do crédito para pessoas físicas e de 27,1% para as
empresas. As exportações, no entanto,
reduziram sua participação
em 1,4%, mas o saldo da balança
comercial continua positivo, com
R$ 39,1 bilhões. Na composição
do PIB, a indústria apresentou um
crescimento de 4,9%, enquanto o
setor de serviços cresceu 4,7% e a
agropecuária, 5,3%. Na indústria, a
maior alta foi na área de transformação
com 5,1%.
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O consumo de embalagens
cresceu 2,1% em 2007, a maior
taxa desde 2004, segundo dados
do estudo encomendado
pela ABRE (Associação Brasileira
de Embalagem) e realizado pela
Fundação Getúlio Vargas.
Já o consumo
de embalagem de alimento
cresceu 10%.
“Isso mostra claramente
que o foco foi em cima dos
alimentos”, conclui Nelson.
Ainda
segundo dados da Datamark, divulgados
pelo Anuário Embanews,
entre todos os materiais de embalagem
que tiveram crescimento,
com exceção da folha de flandres,
os maiores índices de crescimento
foram observados entre os flexíveis
e latas de alumínio, ambos
com 12,4%.
Os plásticos tiveram
alta de 6,4% em volume, liderados
pelo PET com 9,5% e PEAD
com 9,4%.
“O estudo também
nos mostra que estamos importando
mais filmes plásticos do que
exportando e que temos uma indústria
nacional forte que produz
bastante filme plástico, mas não
consegue exportar mais do que
importa”, observa.
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Fonte: Anuário brasileiro de fornecedores de embalagens 2008 Embanews |
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A visão dos empresários |
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“No mercado de Goiás, a
flexografia sempre foi muito
atuante. Grande parte do
parque fabril de embalagens já é composta por equipamentos
flexográficos, com ótimas
indústrias”. |
Geraldo Ripoll, Diretor Operacional da Cepalgo Embalagens
Flexíveis, do Grupo Mabel, disse
que no mercado de Goiás, a flexografia
sempre foi muito atuante.
“Grande parte do parque fabril
de embalagens já é composto
por equipamentos de flexografia.
Temos ótimas indústrias com excelentes
equipamentos atendendo
ao mercado em nível nacional
e em alguns casos, mundial, com
uma qualidade ímpar e processos
extremamente otimizados. Isso
tende a crescer nos próximos anos.
Temos visto constantemente novos
investimentos em modernização e
aumento da capacidade de várias
indústrias de Goiás”. |
Geraldo Ripoll, Diretor Operacional
da Cepalgo Embalagens Flexíveis, do
Grupo Mabel |
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“Desde o início na
industrialização de embalagens
flexíveis, o estado de Goiás
utiliza a impressão flexográfica,
e me arrisco a dizer que a
cultura da flexografia já se
faz presente entre todos os
convertedores. |
Olympio José Abrão, Diretor da
Divisão de Embalagens Grafigel e
Igel, do Grupo Jorge Abrão, disse
que o estado de Goiás, desde o
início na industrialização de embalagens
flexíveis, já utiliza a impressão
flexográfica, “e me arrisco
a dizer que a cultura da flexografia
já se faz presente entre todos os
convertedores do estado.
Hoje
com os custos relacionados a
uma boa impressão de qualidade,
praticamente, se tornam inviáveis
à produção de embalagens
flexíveis, sem falar do fenômeno
mundial relacionado às baixas
corridas de produção, criou-se um momento mais que propício
para a flexografia, que alia qualidade
com custo reduzido no processo
de impressão”, afirma. |
Olympio José Abrão, Diretor da Divisão
de Embalagens da Grafigel e Igel, do
Grupo Jorge Abrão |
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“Meus clientes pedem produtos
orgânicos e que não tenham
metais pesados, isso tanto
nas tintas base de solvente
como nas tintas base de água. Um deles já utiliza um
aditivo na formulação do
plástico que diminui o tempo
de decomposição no meio
ambiente”. |
Gilvan Ferraz Barbosa, empresário
que fornece insumos e
acessórios para flexografia em todo o estado de Goiás com a
GilFlex, conta o que seus clientes
convertedores em flexo lhe
pedem:
“Eles querem produtos
orgânicos e que não tenham metais
pesados, isso tanto nas tintas
base de solvente como nas tintas
base de água. Um de meus
clientes já utiliza um aditivo na
formulação do plástico que diminui
o tempo de decomposição
no meio ambiente. |
Gilvan Ferraz Barbosa, Diretor da
Gilflex Representações |
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Jorge Abrão (ao centro), fundador das empresas de embalagens Grafigel e Igel, em 1968, na cidade de Goiânia, fez sua primeira embalagem de
papel em flexo. Nelson Teruel (à esquerda) e Carlos Ribeiro de Paiva (à direita). |
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Na área de reciclagem e reutilização,
o encontro revelou queé grande a preocupação das empresas
flexográficas de Goiás com o
destino correto de seus resíduos,
com a reciclagem ou reutilização
do material descartado, com a
conscientização de seus colaboradores,
clientes e fornecedores, e
praticamente todas já fazem pelo
menos uma ação nesse sentido.
O Diretor da Alplastic, Aurelino
Antônio dos Santos, disse que tem
aumentado a demanda na sua
empresa por embalagens de material
reciclado (apenas nos casos
de reembalagens). “Acredito que
em função do preço e também da
questão ambiental, mas a procura
está bem maior do que a capacidade
que minha empresa tem de
atender com esses materiais”, disse
ele. O representante André Luiz,
que tem formação técnica em tratamento
de águas industriais, relata
que tem sido procurado ultimamente
pelas empresas do estado
para trabalhos nessa área, o que
comprova a preocupação dos empresários
com o destino de suas
águas, efluentes e resíduos.
A Cepalgo investe em questões
ambientais, apóia programas que
vão desde o reflorestamento até a
coleta seletiva, para tornar possível
a reutilização de materiais. “Temos
uma política para utilização de estruturas
de embalagens laminadas,
com apenas um tipo de material ou
polímeros que tenham as mesmas
propriedades, tornando possível,
assim, a reciclagem desses materiais”,
complementa Geraldo Ripoll.
Do outro lado, vemos também
preocupadas as empresas que
compram embalagens: “frequentemente
alguns de nossos maiores
clientes solicitam documentos que provem a forma que a empresa trata
seus resíduos industriais, aparas,
qualidade do ar liberado na atmosfera
(pós-produção), tratamento
de água e efluentes, entre outros”,
diz o Diretor.
Olympio José Abrão discorda
um pouco com o ataque ao plástico.
“O mundo está se voltando
contra o plástico como vilão número
um do meio ambiente, o que
me parece injusto, pois o plástico
responde por 4 % do consumo
de petróleo. O que nós fabricantes
de embalagens plásticas devemos
fazer é mostrar à sociedade que,
primeiro, a vida sem o plástico
perderia em qualidade, segundo,
os plásticos sendo descartados
após o consumo de forma correta
se tornam totalmente recicláveis
e, terceiro, mostrar as vantagens
e as possibilidades de se agregar
renda no auxílio da reciclagem a exemplo das latas de alumínio.É preciso ainda que os Governos
criem políticas de reciclagem para
gerar riqueza com o lixo, já que a
recolha do lixo urbano é de sua
responsabilidade”. Na sua empresa,
Olympio disse que já eliminou
totalmente o uso de tintas com
metais pesados e iniciou junto aos
colaboradores demonstrativos de
como fazer a coleta seletiva de
lixo dentro da empresa para que
eles possam levar estas instruções
também para suas casas.
Wilton Daniel, GerenteTécnico
da Tupahue Tintas, empresa de
São Paulo, relembrou quando começou
a batalha há bem mais de
10 anos para o desenvolvimento
da tinta sem metais pesados. “Na
época, pela ABFLEXO mesmo, em
seminários em Santa Catarina,
Paraná e São Paulo, o tema tintas
sem metais pesados não tinha
eco entre os profissionais da área,
era um tema estranho naquele
momento, ninguém dava atenção.
Mas valeu a pena correr atrás e
empenhar todos os esforços para
hoje termos as tintas sem esses
metais”, comemora Wilton. Ainda sobre tintas, Kátia Regina
Pereira, Diretora da Agatha Collor, de São Paulo, que só produz tintas
à base de água, também relembra
o começo. “Eu me lembro que há uns 18 anos, os clientes pouco se
importavam se a tinta possuía ou
não metais pesados. Notávamos
que as empresas não faziam essa
diferença. Então, quando abrimos
a Agatha a gente veio com a consciência
de não trabalhar com tintas
com metais pesados, mesmo que
para o cliente isso não fizesse diferença
naquela época nem o custo
da tinta base água era diferente,
mas optamos por esse caminho”.
Andréa Velletri, Gerente de
Marketing da Promaflex, de São
Paulo, comentou que a empresa
construiu uma fábrica somente
para fazer recuperação dos adesivos
que utiliza para as fitas adesivas
que produz. “Recuperamos 70% durante o processo e isso
volta para fazer novos adesivos”,
diz Andréa.
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“Acredito que tenhamos em
Goiás perto de 50 empresas
de banda estreita produzindo
rótulos e etiquetas. Mas
precisamos desenvolver o
segmento na região, trazer
mais capacitação
e condições de
melhoramento para
competirmos melhor”.
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“Apostamos no potencial do
mercado do Centro-oeste e no
seu crescimento, assim fazemos
nossa aposta nas parcerias
dos melhores produtos para
atender às empresas da
indústria de flexografia
do estado”.
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Reginaldo Lemes, Diretor
da GoiásFlexo Etiquetas
e Rótulos |
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Igor Barreto, Diretor da Convertech |
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Lyzangela Domingues, responsável
pela Assistência Técnica
de Adesivos para Laminação de
Embalagens Flexíveis da Henkel,
de São Paulo, relembrou também
uma preocupação tida pela
Henkel, muitos anos atrás: “Da
mesma forma que veio a época
das tintas base água, veio o adesivo
base água e a empresa teve de
decidir que tecnologia escolheria.
Ela optou pela tecnologia do adesivo
sem solvente, porque a água
pode ser excelente, mas gera outro
problema que é o da secagem exigindo
alto consumo de energia”.
Jorge Fumio Kurossu, Diretor
da TPG e 2º Vice-presidente da
ABFLEXO, compara esta fase
inicial de preocupação com a
sustentabilidade com o período
em que se começou a falar da
qualidade. “Ninguém admitia
não ter qualidade naquela época.
O mesmo acontece hoje com
a questão da sustentabilidade,
que dizem ser baseada em três
tripés: fator econômico, social
e ecológico. Vamos precisar de
normas e critérios para emplacar
a sustentabilidade a exemplo do
que ocorreu com a qualidade.Um fato interessante é que, precisamente
na área de impressão
flexo e offset, já existe uma iniciativa
nos EUA que chamam de impressão
verde sustentável (SGP)
iniciada por uma associação que
vem tentando estabelecer critérios
e normas para quantificar e qualificar a sustentabilidade”.
Antes de abrir o debate para
perguntas e respostas entre os convertedores
e fornecedores presentes,
Carlos Ribeiro de Paiva, Diretor
da C Paiva Flexo Business e 1º Vicepresidente
da ABFLEXO, ressaltou
uma definição de sustentabilidade,
explicando que o conceitoé muito amplo. “Um negócio sustentável
é aquele que tem a capacidade
de ser perene, preservar o
meio ambiente e apresentar comprometimento
com valores éticos.
É preciso que o executivo se sinta
responsável pelo impacto de suas
ações e de sua empresa na sociedade,
no meio ambiente e no seu
próprio negócio. Um exemplo da
distância entre o conceito de sustentabilidade
e a sua prática está no fato de que apenas 25% das
empresas formulam planos estratégicos
para reduzir gastos com
água e energia”.
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